Relato de Excursão: Camping da Lua Cheia – 08.25

Por Carol Loppi, Mariozinho Richard e Miriam Gerber

De 08 a 10 de agosto de 2025

 

Dia 8:

Mariozinho: Olá, pessoal!

Vou começar relatando que o Camping da Lua Cheia (ou “Luau do Benhami”, como alguns dizem) do ano passado foi muito bom e esse ano não poderia perder. Meses antes, nosso mega organizado Benhami já havia planejado tudo em mínimos detalhes, soltando a data e a galera The Flash já havia reservado até o camping.

Duas semanas antes consegui vaga mediante alguma desistência e entrei no planejamento para guiar o Pico Menor e talvez o médio. Ainda tinham caminhadas para o Morro do Gato e Caixinha de Fósforo, fora algumas escaladas. Um luxo só!

O ápice seria no sábado à noite rumo à Cabeça de Dragão para ver o pôr do sol e o nascer da lua, repetindo o espetáculo do ano passado! Mas Benhami queria surpreender mais e planejou o restante da noite com fondue p os 30 inscritos e ainda convidou um amigo lá de Ubá, uai!, esse era para garantir a viola.

 

Carol: Na tarde de sexta eu (Carol), Benhami, Zé e Velho subimos a serra com muita esperança de que a previsão de chuva só podia estar errada! Almoçamos muito bem no Beira Rio e subimos pro estacionamento da Mara. Lá encontramos o restante do grupo que subiria conosco (Jorge, Carlos, Fabi e Márcia). Com as mochilas pesadas começamos a subida ainda no entardecer.

 

Miriam: Marcelo Benhami abriu uma excursão para ver a lua cheia desde o Vale do Deuses, Só a última hora me inscrevi na excursão. Combinamos com Thamyres de irmos juntas na sexta e ficar em Teresópolis trabalhando. Saímos do Rio às 8h porque ela tinha reunião às 10h. De tardinha começou a garoar. A previsão era chuva no sábado à noite. Muita gente desistiu de ir à excursão por causa da previsão.

 

Mariozinho: 15h cheguei no ponto de encontro e lá fomos nós. Nossa querida Yvie e seu possante azulão com Raissa, eu e João. Já no posto, alguém toca no carro da Yvie; ao sair, outro apressadinho estressado fica forçando e medindo força com o possante azul. Yvie dizia: “essa energia de hoje não tá legal”, e seguimos até um mega trânsito na linha vermelha, uma hora perdida aí. Eu só pensava na chegada em 3 picos à noite e ter que subir tudo até o camping com 2 mochilas, uma cargueira com barraca e tudo mais e uma de ataque com cordas e mais casacos.

Após passar o trânsito seguimos sem problemas, parada para lanche em Albuquerque e seguimos. A noite caía junto com raios ao longe que iluminavam tudo e traziam as trovoadas, mostrando que a energia estava ali.

 

Carol: Conforme íamos subindo mais, só nos restava a luz da lua (quase cheia) e o brilho dos vagalumes. Quando chegamos no camping, logo fomos montar as barracas e… chuva! Esperamos um pouco e terminamos a montagem. Instantes depois, uma baita chuva de granizo! Um espetáculo da natureza!

Mariozinho: Ao entrarmos na estradinha secundária para 3 Picos a energia veio com tudo, ventos patagônicos levantando nuvens de terra e folhas de todos os tamanhos. Logo em seguida, chuva de granizo pesada. Eu e Raissa no banco de trás estávamos com os olhos arregalados e aterrorizados grudados no para-brisa tentando enxergar algo como numa tela de cinema em filme de terror. Que energia!!!

 

Miriam: Anderson com Julia chegariam de noite. Com a chuva caiu a luz, sem luz, não tínhamos mais internet. Eu não tinha sinal no telefone, Thamyres ainda tinha um pouco de sinal no telefone, mas pouquíssima bateria.

 

Mariozinho: Decretei que não subiria mais ao camping nem em pensamento! Acionei o Zezinho, um irmão que a montanha me deu. Ele é proprietário do refúgio 3 Picos junto com a Rô, sua esposa, e nos abrigou na casinha anexa ao restaurante, 3 quartos, banho quente e cerveja artesanal da casa. Luxo total! Foi uma noite super agradável.

Carol: Aproveitamos o abrigo e fizemos uma roda de música na taberna do velho (apelidado assim porque a barraca dele foi montada lá, puro luxo).

 

Miriam: Já eram quase 10 da noite quando tivemos a notícia de que Anderson estaria a 17 minutos de onde nós estávamos. Mas passaram 40 minutos e nada. Finalmente decidimos sair e caminhar até um local que tivesse sinal. Thamyres estava sem mais bateria no celular.

Mandamos mensagens, tentamos ligar e nada deles. Mas finalmente conseguimos contato e estavam jantando em Albuquerque. Sabendo que estava tudo bem, fomos dormir. Eles chegaram mais tarde.

 

Mariozinho: Mas e os outros? Vamos nos comunicar!!! Dez pessoas já estavam no camping e lá se viraram bem. Magal com Anabel e Miguelito, que estavam à nossa frente, pararam no Mascarim. Miriam foi com Thamyres para seu sítio. Anderson e Julia, que estavam a caminho, também foram para a Miriam, que a esta altura já imaginávamos que seria nossa anfitriã. Junior com os filhos e Igor estavam em Magé a caminho e tiveram a sábia decisão de retornar para casa e um carro nem saiu do Rio.

 

Dia 9:

Miriam: Acordamos 5 da manhã e partimos para Salinas. A luz tinha voltado e nossos celulares se carregaram. Sabíamos que a turma do Mário estava no Zezinho e que Anabel e família estavam no Mascarim. Da turma do Vale dos Deuses nada sabíamos.

Chegamos a Salinas e a estrada estava uma lama, tinha sido um super temporal e havia muita destruição nas lavouras. Como nosso ponto de encontro era no Portela, para lá fomos, escorregando na lama. Chegamos e não só ouvimos da tormenta de granizo, vimos pedaços de gelo ainda na grama. Estava bem frio. Foi café, conversa, abraços, uma visita deliciosa. Desistimos da caminhada, lama demais.

 

Carol: No dia seguinte, fomos subir a cabeça de dragão, onde teríamos sinal de celular para saber do resto do grupo, afinal esperávamos cerca de 30 pessoas. Quando já de frente pra caixinha de fósforos, conseguimos contato e decidimos ir pra casa da Miriam que gentilmente nos ofereceu abrigo.

Miriam: Finalmente tivemos contato com o pessoal do cabeça de dragão e combinamos o fondue em Teresópolis. Não sem antes passar pelo Beira Rio para almoçar, inclusive apareceu na turma um músico de Ubá, que fez a nossa noite muito gostosa.

 

Mariozinho: Sábado nos reunimos todos na casa da Santa Miriam e lá foi nosso luau sem lua, mas com muita energia boa. Fondue, vinho, música boa em dois violões e uma turma maravilhosa que só a montanha consegue juntar. Energia das melhores!!!