Abril passado o Paredão IV Centenário completou 50 anos. 1965 foi um ano glorioso para o CERJ, primeiro pela conclusão da ETGE, a maior de todas, mas também pela incrível quantidade de conquistas em um único ano…onze.
Neste domingo, durante a ATM, dois dos conquistadores da IV Centenário, Carrozzino e Reynaldo, repetirão a via. As onze horas, na barraca do CERJ, iremos celebrar com eles e vários da velha guarda cerjense esses cinquenta anos. Você está convidado…venha prestigiar!!!!
A foto ao lado, tirado pelo Pauleca, mostra o grupo do CERJ no cume do Babilônia logo após sua conquista….
Abaixo, um breve relato do Claudinho contando um pouco dessa conquista:
“…é importante observar que a ideia central da conquista do paredão IV Centenário era criar uma via que fosse bem visível ao público, em geral, e aos turistas, em particular. Naquela ocasião, as escaladas estavam concentradas no Pão de Açúcar (Chaminés STOP e GALLOTTI, e paredões CEPI e SECUNDO, além do Costão). Além disso, decidiu-se instalar cabo de aço, de ponta à ponta, para que a escalada fosse mais rápida e ficasse mais interessante para quem estivesse observando um grupo subindo. Também, pretendia-se experimentar e avaliar a praticidade e a velocidade de progressão em conquistas de paredões com grampinhos curtos de 1/4″.
A conquista foi iniciada em outubro de 1964. A segunda investida foi em 11/10/64 e estavam presentes o Pellegrini, o Etzel, o Carrozzino e eu. Em um dado momento, o Pellegrini e o Etzel desceram para buscar um rolo de cabo de aço na sede do Clube, na cidade, e me deixaram com o Carrozzino, com a incumbência de continuarmos a grampeação até que eles retornassem para iniciarmos a instalação do cabo de aço, pois já tinham sido subidos cerca de 20m. O Carrô, então, olhou para mim e disse: vou fazer esse lance em livre e colocar o grampinho mais encima; assim, a gente não perde tempo aqui grampeando a pedra. Ele subiu em agarra e parou uns metros acima de mim, em uma posição muito ruim, e colocou ali o grampinho. Depois, trocamos de posição e eu resolvi fazer o lance seguinte, também em livre, com a segurança do grampinho que ele havia acabado de colocar. Subi até um platô, onde fixei um grampo de 1/2″, pois eu estava em uma boa posição e, à aquela altura, a mais de 10m acima do Carrô. O Pellegrini, que já estava na rua com o Etzel, quando nos viu subindo a parede em livre, com a segurança de um grampinho de 1/4″, voltou imediatamente com o Etzel e nos ordenou a prosseguir a escalada grampo a grampo, pois aqueles grampinhos não serviam para segurança. Eu e o Carrô entendemos o recado e prosseguimos a grampeação conforme o mestre ordenara.
Não me lembro se o Pellegrini falou aquele P Q P que o Reynaldo ouviria mais tarde, quando deixou o material cair do bornal, conforme ele relatara em seu e-mail anterior, mas que deve ter pensado, deve.
De 8/12/64 à 4/2/65, eu, o Etzel e o Reynaldo fizemos 8 investidas ao IV Centenário e adiantamos bastante a escalada. Éramos três estudantes de férias e tínhamos todo o verão daquele ano à nossa disposição. Em 4/4/65, terminamos a grampeação da parede e chegamos ao cume. Todos contribuíram na grampeação, mas o Pellegrini, que era uma autêntica máquina de grampear, fixou, nesse dia, cerca de 40 grampinhos seguidos, mais alguns grampos de 1/2″ intermediários. Nesse dia, estavam presentes o Pellegrini, Bravin, Carrozzino, Pauleca, José Luiz, Ronaldinho e eu. Poucos dias depois, em 10/4/1965, o Pellegrini voltou lá com o Reynaldo e instalaram o último trecho de cabo, conforme o Reynaldo relatou.
Nas minhas anotações constam, também, que a inauguração da escalada foi em 15/4/65. Nesse dia, guiei uma cordada com a Lourdes Figueiredo e o Sérgio Afonso Ribeiro.
Somente em julho e agosto de 1969, depois que o paredão IV Centenário havia cumprido, com louvor, os seus objetivos, é que eu e o Bravin fizemos várias investidas com o objetivo de fazer os lances em livre e cortar os grampinhos de 1/4”. Participaram de algumas dessas investidas o Carrozzino, o Reynaldo e o Vavá. Em 5/10/1969 retiramos todos os cabos da parede e transformamos a escalada em mais uma bela via de agarras, em livre. Nesse dia, estavam presentes o Pellegrini, o Reynaldo, o Waldema e eu.
E VIVA O CERJ!!!!!!
Claudio Vieira de Castro (“Claudinho”)
Neste domingo, durante a ATM, dois dos conquistadores da IV Centenário, Carrozzino e Reynaldo, repetirão a via. As onze horas, na barraca do CERJ, iremos celebrar com eles e vários da velha guarda cerjense esses cinquenta anos. Você está convidado…venha prestigiar!!!!
A foto ao lado, tirado pelo Pauleca, mostra o grupo do CERJ no cume do Babilônia logo após sua conquista….
Abaixo, um breve relato do Claudinho contando um pouco dessa conquista:
“…é importante observar que a ideia central da conquista do paredão IV Centenário era criar uma via que fosse bem visível ao público, em geral, e aos turistas, em particular. Naquela ocasião, as escaladas estavam concentradas no Pão de Açúcar (Chaminés STOP e GALLOTTI, e paredões CEPI e SECUNDO, além do Costão). Além disso, decidiu-se instalar cabo de aço, de ponta à ponta, para que a escalada fosse mais rápida e ficasse mais interessante para quem estivesse observando um grupo subindo. Também, pretendia-se experimentar e avaliar a praticidade e a velocidade de progressão em conquistas de paredões com grampinhos curtos de 1/4″.
A conquista foi iniciada em outubro de 1964. A segunda investida foi em 11/10/64 e estavam presentes o Pellegrini, o Etzel, o Carrozzino e eu. Em um dado momento, o Pellegrini e o Etzel desceram para buscar um rolo de cabo de aço na sede do Clube, na cidade, e me deixaram com o Carrozzino, com a incumbência de continuarmos a grampeação até que eles retornassem para iniciarmos a instalação do cabo de aço, pois já tinham sido subidos cerca de 20m. O Carrô, então, olhou para mim e disse: vou fazer esse lance em livre e colocar o grampinho mais encima; assim, a gente não perde tempo aqui grampeando a pedra. Ele subiu em agarra e parou uns metros acima de mim, em uma posição muito ruim, e colocou ali o grampinho. Depois, trocamos de posição e eu resolvi fazer o lance seguinte, também em livre, com a segurança do grampinho que ele havia acabado de colocar. Subi até um platô, onde fixei um grampo de 1/2″, pois eu estava em uma boa posição e, à aquela altura, a mais de 10m acima do Carrô. O Pellegrini, que já estava na rua com o Etzel, quando nos viu subindo a parede em livre, com a segurança de um grampinho de 1/4″, voltou imediatamente com o Etzel e nos ordenou a prosseguir a escalada grampo a grampo, pois aqueles grampinhos não serviam para segurança. Eu e o Carrô entendemos o recado e prosseguimos a grampeação conforme o mestre ordenara.
Não me lembro se o Pellegrini falou aquele P Q P que o Reynaldo ouviria mais tarde, quando deixou o material cair do bornal, conforme ele relatara em seu e-mail anterior, mas que deve ter pensado, deve.
De 8/12/64 à 4/2/65, eu, o Etzel e o Reynaldo fizemos 8 investidas ao IV Centenário e adiantamos bastante a escalada. Éramos três estudantes de férias e tínhamos todo o verão daquele ano à nossa disposição. Em 4/4/65, terminamos a grampeação da parede e chegamos ao cume. Todos contribuíram na grampeação, mas o Pellegrini, que era uma autêntica máquina de grampear, fixou, nesse dia, cerca de 40 grampinhos seguidos, mais alguns grampos de 1/2″ intermediários. Nesse dia, estavam presentes o Pellegrini, Bravin, Carrozzino, Pauleca, José Luiz, Ronaldinho e eu. Poucos dias depois, em 10/4/1965, o Pellegrini voltou lá com o Reynaldo e instalaram o último trecho de cabo, conforme o Reynaldo relatou.
Nas minhas anotações constam, também, que a inauguração da escalada foi em 15/4/65. Nesse dia, guiei uma cordada com a Lourdes Figueiredo e o Sérgio Afonso Ribeiro.
Somente em julho e agosto de 1969, depois que o paredão IV Centenário havia cumprido, com louvor, os seus objetivos, é que eu e o Bravin fizemos várias investidas com o objetivo de fazer os lances em livre e cortar os grampinhos de 1/4”. Participaram de algumas dessas investidas o Carrozzino, o Reynaldo e o Vavá. Em 5/10/1969 retiramos todos os cabos da parede e transformamos a escalada em mais uma bela via de agarras, em livre. Nesse dia, estavam presentes o Pellegrini, o Reynaldo, o Waldema e eu.
E VIVA O CERJ!!!!!!
Claudio Vieira de Castro (“Claudinho”)
