Pela Leste/Maria Cebola: José de Oliveira Barros (Zé), Norma de Almeida, Waldecy Mathias Lucena e Cláudio Leuzinger
Pela Teixeira: João Paulo Pontes Fortes (JP), Carlos Alberto Carrozzino (Carrô) e Gustavo Adolfo Carrozzino
O pessoal do CERJ marcou esta excursão para homenagear os nossos veteranos. Por motivos particulares, peças importantes deste time, tais como Pellegrini, Claudinho, Reinaldo Pires, Vavá etc. não puderam comparecer ao evento. Daí, surgiu uma vaga para esta quase veterana Cerjense que aqui escreve.
Eu marquei de fazer o Cabeça de Peixe com o Puppin. Cheguei a acreditar que preferia aquela excursão. Tem muitos anos que eu não vou ao Cabeça de Peixe. No Dedo de Deus eu estive em 17.05.1992. Porém, quando recebi o convite meu coração se abriu como se fosse arrebentar de felicidade. Passei os dias seguintes anestesiada como se tudo aquilo não estivesse acontecendo comigo. Mas, na véspera, eu estava louca de excitação. Não parava de falar e rir à toa. Acho que a ficha caiu.
Às 4:00 o Carrozzino e seu filho Gustavo me pegaram em casa. Encontramos com outra parte do grupo no Posto Garrafão às 5:15. E após um café seguimos para o Paraíso das Plantas onde encontraríamos o Cláudio Leuzinger, que estava em Teresópolis, e deixaríamos os carros.
Às 6:00 iniciamos a nossa aventura. Posso afirmar sem risco de errar que iniciamos o sonho da maioria ali.
Caminhamos sem parar até a Chaminé das Pedra Soltas, onde fiquei boquiaberta com o estrago feito pelo desabamento acontecido há uns dez anos. Dali para frente a caminhada era feita com a ajuda de cabos-de-aço.
Qual não foi a minha surpresa quando a Esther chegou para fazer o Diedro Salomith acompanhada pelo Thiago Vaitsman. Ele é filho de um grande amigo meu e quando criança participou de várias excursões que eu marcava. Fiquei ainda mais feliz do que estava ao vê-lo e muito orgulhosa pela sua trajetória nas montanhas. Eles se adiantaram e nós seguimos no nosso ritmo até a bifurcação onde comemos alguma coisa. Depois o JP, Carrô e Gustavo seguiram para a Teixeira e eu, Zé, Wal e Cláudio fomos para a Leste.
Todos estavam ótimos. O dia perfeito e a temperatura ideal. Nos encordamos por volta das 9:30 e às 11:30 chegamos ao topo. Logo depois, às 12h chegaram o Wal e Cláudio. Nossa! O que foi aquilo? Eu estava super emocionada, daí chegou o Cláudio, nos abraçou e chorou como uma criança que estava perdida e reencontrou sua mãe. Não falamos nada, apenas deixamos a emoção nos contagiar. Não sei quanto tempo ficamos assim abraçados os quatro, mas sem dúvida foi infinito.
Fizemos muitas fotos, escrevemos no livro de cume, comemos, rimos, contamos casos, nos comunicamos com os amigos nas montanhas vizinhas e o dia ia mais devagar para que pudéssemos aproveitá-lo mais e melhor.
Na mensagem que deixei lá agradeci à Deus e à todos os que de alguma forma contribuíram para que este momento mágico acontecesse. Deixei um recado especial para o Magnago e para a Sosô que fazem aniversário neste dia, e como não poderia deixar de lembrar que também fazem 19 anos que a “nossa” Paixão foi escalar no andar superior.
Tudo foi perfeito. A cordada do lado da Teixeira chegou ao cume às 13:10 e como o tempo havia mudado trazendo nuvens e trovões, começamos a armar as descidas. Nossos cabelos se arrepiavam com frequência e isso nos apressou. Às 13:30 descemos de um grampo colocado no topo do Dedo. Foi a primeira vez que realizei esta descida – é maravilhosa. O Thiago e a Esther se incorporaram ao nosso grupo, visto que a chuva chegou e toda ajuda era bem-vinda e necessária.
Em momento algum houve apreensão ou dúvida. O grupo estava afiadíssimo. As descidas foram feitas com calma e segurança adequadas.
A chuva caiu com vontade até a Chaminé das Pedras Soltas. Em muitas partes utilizamos as cordas para agilizar a descida e torná-la mais segura. Dali para baixo fomos conversando e cada um contando suas lembranças, principalmente o Cláudio que tinha mais bagagem.
Chegamos na estrada às 16:30 e logo depois retornamos para o Paraíso das Plantas onde encontramos os grupos que subiram as outras montanhas.
Norma de Almeida