Mirante dos Frades

 

Foi mais um sensacional sábado de montanha com o CERJ!

Caiê tinha um casal de turistas alemães para guiar durante o final de semana na região de Salinas. Miriam queria verificar as condições da trilha para o Mirante dos Frades, para a aula de acampamento do CBM do Light na semana seguinte, já sabendo que deveria bater facão para abri-la. Com seu maravilhoso espírito agregador, nossa querida guia juntou tudo numa coisa só e ainda convidou os sócios do CERJ e do Light para participar da excursão.

Valéria se juntou ao grupo para ajudar a abrir a trilha. O querido Carrasqueira, grande conhecedor do local, também se juntou a nós e teve papel fundamental como auxiliar de guia.

Como entusiastas participantes da excursão fomos eu, Sol, Fátima e Lívia, totalizando 10 alegres excursionistas no total.

Encontramo-nos mais ou menos às 7:30 para o café da manhã na padaria de Albuquerque, donde partimos em comboio para o sítio onde se encontra a entrada da trilha. Começamos a caminhada às 9:30, já de cara tendo que tirar as botas para atravessar um riacho.

A seguir, varamos um pasto, com vegetação bastante alta, até a entrada da trilha propriamente dita.

Como era de se esperar, a trilha estava bastante fechada, tendo os facões que funcionar a todo vapor! Fiquei com pena dos participantes que não estavam de calças e mangas compridas, pois devem ter sofrido muito nos banhos subsequentes!! Não faltaram samambaias, arranha-gatos, capins de diversas espécies e todo tipo de vegetação para lanhar os excursionistas!

Isso sem falar nos carrapichos, que grudaram nos nossos longos cabelos femininos de forma incisiva e persistente!!

A orientação rumo ao cume não foi trivial, mas nossos valorosos guias conseguiram farejar e abrir todos os caminhos.

Lá pelas tantas, encontramos um trecho de costão em que era necessário o auxílio de uma corda. Já havia uma fixada no local, mas nossos guias haviam levado outra, que também foi instalada para nossa maior segurança. E toca para cima!!

Mais ou menos às 14:00, ou seja, com 4 horas e meia de atividade, nos deparamos com outro costão, em que seria novamente usada a corda, sendo, segundo Carrasqueira, esse trecho um pouco mais complicado que o outro.

Nesse momento, eu decidi que não prosseguiria mais e ficaria no local esperando os demais voltarem; estava com fome, querendo lanchar, achei que já tinha caminhado o suficiente e queria guardar energias para a volta. Além disso, ponderei que menos uma pessoa no segundo trecho que escalaminhada agilizaria o grupo. Fátima gostou da minha decisão e resolveu me acompanhar na imobilidade.

A galera fez cume às 15h e chegou de volta onde estávamos mais ou menos às 16h, quando começamos a descer.

Daí foi toca para baixo. A noite nos pegou mais ou menos na metade do pasto, mas obviamente todos – ou quase todos – tinham lanternas.

Na hora de atravessar o riacho para alcançar os carros, eu, Sol e Miriam resolvemos tomar um delicioso e refrescante banho. Para mim, foi o coroamento de mais um perfeito dia de montanha! Despedimo-nos na sequência, alguns seguindo para Salinas, e eu cheguei em casa com a alma lavada e enxaguada em êxtase, mais uma vez com a certeza de que não vivo mais sem as montanhas!!!

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