Pequeno relato da incursão do CERJ  ao PNI  neste fim de semana passado, comemorando o ciquentenario da conquista (do CERJ) da Chaminé 14 de Julho.

Rio de Janeiro, sexta-feira 29 maio de 2015 – Ontem na reunião do clube, o Velho me convidou para participar com ele, Wal, Rafael, o Júlio e o Igor Spanner (pai e filho) e mais dois montanhistas de Itatiaia, de uma escalada comemorativa dos 50 anos de conquista da Chaminé 14 de Julho lá no Mássiço das Agulhas Negras no PNI; de pronto eu atendi o convite e o encontro foi marcado para às 15:30h em frente ao condomínio do Rafael nas Laranjeiras.

Bem, como ontem eu só saí do clube depois de 01h da matina, hoje confundi o horário de encontro cismei que seria às 15 para as 15h e acabei chegando no ponto de encontro 50 minutos antes do acordado, ainda bem que foi antes e não depois da hora. Finalmente por volta das 16h partimos de carona no carro do Rafael e se conseguimos evitar o engarrafamento da Dutra passando pelo novo anel rodoviário que nos deixa a poucos metros do primeiro pedágio, justamente a partir daí tivemos que enfrentar uma boa hora de trafico lento por causa de um acidente alguns quilômetros adiante.

Hoje,aproveitando a oferta de hospedagem do Júlio, dormiremos no chalé dos Spanners que fica no terreno da casa que ele mora, dentro da área baixa do PNI. Antes de seguir para a casa do nosso anfitrião paramos num restaurante já na estrada secundária que leva ao parque e tratamos de jantar; os quatro escolhemos lasanhas, uma à bolonhesa e três com frango e catupiri, muito bom e certamente escolha perfeita levando-se em consideração que amanhã teremos uma boa ralação a enfrentar. Finalmente pouco antes das 23h chegamos ao nosso destino final e fomos efusivamente bem recebidos pelos Spanners pai e filho, e este aliás, àquela hora e naquele lugar desfilava de short e sem camisa, ele sim não sente frio.

Conversamos um pouco antes deles nos acompanharem até o belo chalé construído no estilo antigo de casa alemão (Das Fachwerkhaus) para nos mostrar as dependências do mesmo, onde dormiremos esta noite. Além de mostrar tudo no chalé, o Júlio ainda contou um pouco da história da construção do mesmo, que naturalmente se confunde com a história da sua própria família, já que a construção foi erguida pelo seu avô para servir de casa de campo da família. Quando por fim nos deitamos já beirava a meia noite e amanhã temos que madrugar, a alvorada está marcada para 05:15h.

Itatiaia, sábado 30 maio de 2015 – O despertador do meu relógio tocou às 04h e é claro que ninguém gostou da mancada, mas ainda conseguimos dormir mais um pouco até 05:15h quando levantamos, arrumamos nossas tralhas, os espaços onde dormimos e em seguida descemos para tomar o café da manhã na casa dos Spanners. Café da manhã tomado, como previamente combinado, por volta das 06h partimos em direção a parte alta do PNI. No vilarejo encravado na subida da serra o Igor parou para pegar outro montanhista da região que vai participar conosco nesta incursão, e na entrada do parque já nos esperava o atual presidente do GEAN que completará nosso seleto grupo de hoje.

Procedimentos burocráticos devidamente concluídos na portaria do parque, estacionamos os carros e partimos a pé para realizar a empreitada programada para o dia. Partindo do estacionamento da portaria do parque, seguimos pela estrada até alcançar o abrigo Rebolças, e a partir daí pegamos a trilha em direção às Agulhas desviando na bifurcação em direção a Pedra do Altar e mais adiante novo desvio para Asa de Hermes e pouco antes desta bifurcamos mais uma vez para alcançar a base da via 14 de Julho, nossa meta principal do dia. O tempo estava aberto, mas o vento frio que soprou o dia inteiro nos castigou um bocado, na base da via, enquanto nos equipávamos minhas mãos já estavam começando a ficar geladas e os lábios ressecados com o açoite daquele forte vento frio; senti mais frio hoje do que um mês atrás na Patagônia.

A escalada em si nem é difícil não, mas o vento patagonico que soprava fez a gente encurtar a jornada, e depois de terminar a escalada da Chaminé 14 de Julho, ao invés da pretendida subida até o cume das Agulhas, passeamos pelo Platô da Lua e tratamos de descer pelo Formigueiro, dois interessantes setores das Agulhas que assim como a chaminé, eu não conhecia. Apesar da ventania, a atividade foi muito legal e proveitosa e para mim foi uma honra participar de uma atividade nesta montanha com os Spanners e mais dois experientes montanhistas da região, além é claro, dos fiéis companheiros Cerjences Rafael, Velhousco e Wal; muito legal. Com um grupo seleto destes, é claro que terminamos bem rápido a escalada e quando retornamos aos carros era por volta das 14h e de comum acordo resolvemos em voltar pro Rio hoje mesmo.

José de Oliveira Barros (ZéKili)