Participantes: Cláudio Vieira de Castro – Claudinho; Gerardo Schultz, Giuseppe Pellegrini – Pelle, Mário Alvim Richard, Miriam Gerber – guia, Norma de Almeida e os alunos do CBM/2007: Cristiana Pompeu do Amaral Mendes,Diego Scofano Moura Mello,Gabriela Marquez de Melo,Karina da Silva Mota,Marcelo Rousselet Paulino,Márcia Aranha Clemente da Fonseca Costa, Mariana Ferraz Ribeiro, Michelle de Barros Azevedo Baldini,Milena Piraccini Duchiade,Mônica Esteves de Carvalho ePatrícia Maria Moreira da Rocha

Assim foi feito, o Pelle e o Claudinho atenderam aos meus apelos me pegando às 6:05, dali fomos para o Posto Garrafão aguardar o restante do grupo que estava vindo de van do Largo do Machado. Tomamos o nosso habitual café e logo eles estavam conosco. De lá fomos para o Vale dos Frades em Bonsucesso para dar início a caminhada. A van não conseguiu subir a estrada de terra e a galera teve que começar mais cedo a ralação. Nós três fomos de Toyota até a horta e levamos as mochilas de alguns participantes. Compareceram onze dos quatorze alunos deste CBM, e eles estavam bem animados e entrosados.

A Jana e a Ester também vieram fazer excursão nas Torres e foi uma delícia a companhia das duas. Elas subiram um pouco antes, porém quando nos encontramos ficamos juntos até o final.

Subimos devagar por um caminho muito úmido e escorregadio. Os alunos estavam cautelosos, e em especial a Milena que subiu quase todo o trajeto ao meu lado. Ela sentiu muito cansaço ao longo da subida.

Após uma hora e meia de caminhada atingimos a crista da montanha onde bebemos água e comemos algumas das muitas delícias que recheavam as mochilas.

Caminhamos um pouco mais e deparamos com a Miriam parada na trilha informando que havia uma cobra enorme enrolada bem onde deveríamos passar. Não consegui vê-la, porque quando me aproximei do local indicado ela já havia se afastado. Passamos rapidamente entre cautelosos e aliviados.

Faltando pouco para o cume a Milena declarou que iria parar por ali mesmo, então usamos todos os nossos argumentos infalíveis para convencê-la de seguir mais um pouco. Ela nos atendeu e chegou no cume exausta, porém muito feliz. Logo o cansaço passou e ela começou a distribuir beijos e lanche para todos.

O dia estava nublado e na véspera havia chovido em alguns pontos do Rio de Janeiro. Parecia até que iria chover durante a caminhada, mas isto não aconteceu. Enquanto estávamos no cume chegamos a ver um pedaço de céu azul. Com esta camada de nuvens entre nós e o sol pudemos caminhar com mais conforto nesta região e curtir melhor o visual que é maravilhoso. Comemos de tudo ao mesmo tempo e depois fiz o sorteio de um brinde que trouxe para as meninas. O Diego sorteou o nome da Gabriela que vibrou com seu espelhinho acoplado numa escovinha para os cabelos.

Decidimos que eu desceria com a Milena cinco minutos antes da galera. Fomos as duas conversando calmamente e quando nos demos conta já estávamos na crista outra vez.

O grupo de trás estava vindo, porém neste ponto o Claudinho se aproximou para me lembrar que eu estava chegando ao local onde estava a tal jararaca. Caminhei mais uns dez passos e logo a avistei enrolada no mesmo lugar. A chance de pisar nela era muito grande se não fosse pela ação do meu “anjo da guarda” de plantão. Ele veio para junto de mim e ela se afastou para dentro da vegetação de onde ficou observando o movimento na trilha.

Após a descida paramos num reservatório que tinha um cano por onde jorrava um forte jato de água nos convidando para um banho. Eu e Diego logo estávamos nos deliciando, e aos poucos outros participantes também se animaram. Algumas vacas pastavam a nossa volta nos fazendo crer que estávamos vivendo num mundo irreal. Eu me sentia transportada para o passado num cenário de fazenda e simplicidade que vêm ao encontro dos meus anseios mais íntimos.

Ainda paramos num pé sujo já no asfalto para a confraternização e preenchimento dos formulários de avaliação dos alunos. Todos estavam muito radiantes e os guias satisfeitos com o desenrolar da atividade de hoje.

Seguindo viagem pegamos um pouco de engarrafamento na estrada, pois começou a chover e a noite chegou preguiçosa, o que às vezes irritava o nosso motorista. Descemos ora conversando animadamente entre lembranças novas e antigas, ora calados onde cada qual se voltava para o seu mundo interior e desfrutava da paz que o silêncio oferece.

Esta excursão terminou e mais uma vez deixou em mim a mensagem daquela música do Gonzaguinha que diz: “é tão bonito quando a gente sente que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá, é tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho, por mais que pense estar”. Este verso, para mim, traduz completamente o que é estar com o pessoal do Cerj que, sendo amigos novos ou antigos eu amo tanto e vou sempre amar. Mesmo que precisemos nos afastar fisicamente meu pensamento e meu coração estarão sempre com eles, porque me sou parte desta história que jamais poderá ser apagada.

Norma de Almeida.