Eu estava a mais de um mês sem fazer trilha. E as últimas haviam sido na Chapada dos Veadeiros, ou seja, sem a galera do nosso clubinho do coração (já estava com saudades…). Assim, acordei animada para fazer uma trilha e tomar um banho de cachoeira. Marcamos na Casa do Alemão 6h30 e a galera aproveitou para tomar um café e pegar um lanche para trilha. Chegamos  e acredito que começamos a caminhar umas 8h. Estávamos em um bom grupo: Marcelo (nosso excelentíssimo guia), Mingal (o mais fofo dos montanhistas), Anabel, Miriam, Thiago, Cleide, Daniel, Lourenço, Isabela, Jéssika, Jose, Hernando, Georgia, Cris, Puppin, Gisela, Raphael, Claudia, e eu (Lívia). Logo depois de entrar em um beco já é possível ver o rio, nesse pedaço a galera faz a festa, barracas vendendo bebida, churrasquinho e por aí vai. Continuamos andando e depois de atravessar uns trilhos de ferro tem uma pequena represa. A trilha era, no geral, bem tranquila, e atravessamos rios e córregos em alguns pontos, em geral pulando pelas pedras mesmo. Chegamos ao nosso primeiro ponto umas 11h acho…depois de sairmos um pouco da trilha e o Mingal indicar o local certo! Rs. Havia um poço maior mais embaixo, mas optamos por subir e ficar num local com poço menor mas mais aberto. Aquele calor da caminhada fez efeito e todo mundo quis se refrescar…e a queda d’água do Cachoeirão era bem potente! Uma boa massagem e água gelada na medida! Relaxamos por ali, papeamos, lanchamos…E veio a dúvida se seguiríamos com o plano de ir a cachoeira das Andorinhas ou ficar por ali mesmo. A questão é que o dia estava daqueles difícil de prever: nublado, com chuva no horizonte, mas vez ou outra as nuvens permitiam a luz do sol passar e aquele calor…então, bora arriscar! Seguimos mais um bocado, e acabamos desviando da trilha, e os pingos de chuva começaram a cair. Achamos o caminho mas decidimos abortar a missão, afinal tínhamos na descida que atravessar o rio e sempre tem o risco de uma tromba d’água. Descida tranquila e quando chegamos em um ponto mais aberto do Rio e mais próximo a
entrada do parque nos quedamos. Banho de rio, mais lanchinhos, preguiça na pedra…uma delícia. No trajeto final até a entrada, por iniciativa do Jose, cada um pegou um saquinho e catamos os plásticos e vidros espalhados pela trilha e arredores próximos. É um trabalho de formiga, que no contexto geral, parece pouco, mas com certeza gera mudança! Lixo descartado, voltamos umas 15h para os carros e fim da excursão. Quer dizer, mais ou menos…ainda rolou almoço e sorvete! Afinal sábado, né? Acho que fui umas das poucas que não me rendi ao mil sabores disponíveis! Rs.
Obs: Formiga trabalha pacas! De onde venho essa expressão “trabalho de formiga”?
Lívia Cardoso