Hoje eu e Ilana partimos para a Via Antares, em uma daquelas tentativas de descobrir as outras via desta Cidade. Essa via tinha sido sugerida faz tempos pelo Rafael, mas ainda não tínhamos feito.
Depois de trocar informações com o Rafael e imprimir o croqui, nos encontramos pouco antes das 8h na entrada do Parque da Catacumba, na caminhada entre o Metrô e o Parque conheci um senhor do CEB que também deu uns toques sobre a via, ele também entraria nela com mais 2 pessoas. Pensei: Ufa! Já temos a cordada de resgate 🙂  Hehehehe.
Entramos antes e fomos seguindo as dicas, muito bem explicadas, para a chegada na base da via, não nos perdemos 🙂 Coloca bouldrier, separa costuras, olha o croqui e no par e ímpar imagina quem saiu para guiar o primeiro esticão da via desconhecida???? Eu!!! Kmon!!! Fui pela variante e chegando no 5 ou 6 grampo não aguentava mais o peso do arrasto e chamo Ilana e assim fomos revezando a guiada.
Nos 2 primeiros esticões tudo ocorrendo super bem, identificamos os grampos, sempre dava para ver mais acima, ainda mais que o tempo colaborou bastante e o solão só nos pegou no final da via. Mas só…
A aventura da via começa no terceiro esticão em diante heheeh Cadê os grampos? Pra onde vou? E corda que tá acabando. Vc ouve: Só tem 10 metros!!! Primeiro desafio: Não peguei a variante Arcturus e comecei a sentir o arrasto, de repente ouço: a corda está acabandoooooo e eu não estou vendo nenhum grampo, o que fazer? Entre duas bromélias identifico o que parece ser um grampo e toco… Ufa! Parada dupla!
Chamo a amiga e no próximo esticão é a vez dela fica procurando grampo onde não tem, rs. Só via os bracinhos de Ilana fazendo: Cadê? Cadê? Heheh e mais uma vez avançando na via ela encontrava  o grampo. Me Chama e nos deparamos com uma parede tipo um costão onde não vemos nada! Melhor parar para comer, né? E come alguma coisa e procura de novo e nada! O q fazer? Levanta e olha e nos esticamos toda e nada. Nessa hora apelamos, eu confesso!!! Ligamos para o Rafael: Rafael cadê os grampos?
Estão acima e fomos nós! E finalizamos a via 🙂 ainda subimos um pouco para ver se chegávamos ao cume, mas não, era muito longe e aí decidimos nos preparar para o rapel, que seria longo e deveria ser feito com muita atenção. Kmon Again 🙂 Encontramos a cordada de baixo, que ainda não tinham finalizado e seguimos no rapel sempre atentas aos grampos que são raros na via 🙂.
Escalada bem diferente, pra quem tava vivendo de Babilônia uma ótima experiência, adorei! Foi literalmente uma aventura, linda 🙂 Valeu Ilana pela ótima parceria!!!!
Kmon CERJ, as montanhas são nossas!!!!!
Carla